Eram seis horas da manhã quando Ernani viu a nave, que, num abrir e fechar de olhos, desapareceu no espaço.Urandir, que não é homem de ficar na trincheira, costumava subir ao morro do Projeto Portal à noite. Do Platô (nome de um local do morro), ele mantinha contatos frequentes com seres intraterrenos. Ernani via-o subir, nunca porém via-o retornar. Fatigado dos afazeres do dia, naturalmente, carecia dormir. Sempre que convidado para acompanhá-lo, dizia-se cansado.Decorrido algum tempo (ressentido ou não), questionou ao Urandir por que ele se omitiu em comunicar-lhe que tivera contatos com os seres. Seguro no que dizia, respondeu-lhe categoricamente:Porque você tinha que sentir o chamado no seu coração. Você estava sempre cansado...Avistando uma naveEm Presidente Venceslau, Urandir ao volante do carro, estaria vendo uma nave no céu. Parando o veículo imediatamente, falou para Ernani, a seu lado:- Olhe a nave!...-Não estou vendo nada - reclamou este.Quando apontou a direção dela, viu-a de imediato cortando o céu sobre a cidade iluminada. Suas luzes giravam velozmente. Urandir, conversando com natural espontaneidade, falou para o companheiro:Eu vou dar uma chegada até a nave. Não menos espontâneo e muito entusiasmado, este lhe disse:- Se você vai, eu também vou.-Então, vamos! - concordou prontamente Urandir.-Mas como fazer? - indagou Ernani.-Olhe no centro da nave e sinta-se projetado nela -devolveu-lhe.Sugado pela naveAí, com velocidade incrível, em meio a intensas luzes, num zás-trás, Ernani viu-se dentro da nave, sugado por ela.Seu interior se assemelhava a uma sala de medicina, sem forma definida, onde os alunos, num patamar mais alto, observavam procedimentos cirúrgicos - referindo-se à sala em que ele se encontrava.Nesta sala, Ernani via seres altos, magros e loiros movi-mentando-se com rapidez. Por estar posicionado num patamar mais elevado, não pôde precisar-lhes a altura. Via também cristais espalhados em vários pontos.
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